Agora
que já conhecemos um pouco acerca da história e dos tipos mais
comuns de antenas, dissertaremos sobre seu funcionamento.
Vamos considerar uma
fonte de tensão conectada à uma linha de transmissão de dois
condutores que é conectada à uma antena. A tensão aplicada nos
dois condutores cria um campo elétrico entre os dois condutores da
linha. O campo elétrico tem associado à ele suas linhas de força
as quais são tangentes ao campo elétrico em cada ponto e sua
intensidade é proporcional à intensidade do campo elétrico. As
linhas de força do campo elétrico possuem uma tendência em atuar
nos elétrons livres relacionados aos condutores, forçando estes a
se deslocarem. O movimento das cargas cria uma corrente que cria em
torno de um campo magnético.
As linhas do campo
elétrico desenhadas entre os dois condutores auxiliam a distribuição
das cargas. Se tomarmos a fonte de tensão como senoidal, espera-se
que o campo elétrico entre os condutores também seja senoidal com o
mesmo período da fonte.
A intensidade do campo
elétrico apontará a densidade das linhas de força. A criação do
campo elétrico e magnético entre os dois condutores forma uma onda
eletromagnética que percorre a linha de transmissão. A onda
eletromagnética entra na antena e tem associado a ela cargas
elétricas e as suas correntes. Se alterarmos o tamanho da antena,
ondas no espaço livre podem ser formadas por conexão do final
aberto das linhas elétricas. As ondas no espaço livre são
periódicas, porém, um ponto de fase constante Po move para fora com
velocidade da luz e desloca para uma distância 1/2 (ponto P1) em
um tempo de meio período.
A figura representa a
criação e deslocamento no espaço livre de ondas no espaço livre
de uma antena meio comprimento de onda em instante de tempo t = 0,
T/2, T/4, 3T/8.
As
linhas de força partem do campo elétrico partem das cargas
positivas para as negativas. Elas também podem partir das cargas
positivas e terminar no infinito ou partir do infinito e terminar nas
cargas negativas ou formar um loop não partindo nem terminando em
nehuma carga.
Normalmente,
calcula-se campos eletromagnéticos de dispositivos radiantes onde
são notórias as distribuições de correntes. Faz-se uso de uma
sequência de hipóteses simplificadoras do modelo. A primeira delas
incide em se ponderar a antena emissora locada no espaço homogêneo
infinito. Nessa situação, a solução para a equação da onda
dá-se conforme a expressão:


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